Auto Europe: preços muito melhores que as outras locadoras de automóveis, mas, definitivamente, não vale a pena. O Mégane que me trouxeram estava imundo, tinha uma raspada que toamva quase toda a lateral direita, meio amassado até. Quando reclamei, o cidadão disse que apenas prestavam serviço pra auto-europe, que eu precisava voltar lá e reclamar. Como eu já tinha ficado esperando o atendimento por duas horas, e estava prestes a perder meu hotel por no-show, me mandei de Florença.
Quanto a alugar o carro em Florença: peguei o carro e fui buscar a Alê no hotel. Uma hora tentando achar o caminho, com GPS e tudo. As ruas mudam de mão dependendo do gosto de sabe-se lá quem, dependendo do horário, dependendo do clima, do cio das borboletas… o GPS manda virar à direita, aí tem uma placa dizendo que só veículos autorizados podem passar por ali, aí as 20 próximas ruas são contra-mão, aí, acabou a cidade. Simples assim. Acabei entrando na tal rua para veículos autorizados, e se me multaram, fota-ze. Na Volta, Uma hora de carro de Stigliano até Florença e uma hora e meia rodando pra lá e pra cá em Florença, a 200m do local de devolver o carro, sem conseguir decifrar o enigma das ruas da cidade. Ainda, velocidade média de 3 km/h. Certamente me multaram numa rua em que era impossível saber pela sinalização onde eu podia ou não podia entrar. Segui um carro e me dei mal. Indescritível.
Os cartões turísticos. Nos indicaram comprar esses cartões que dão direito a transporte público ilimitado por 72h, ingresso em várias atrações sem fila… bom, descobrimos que 3 museus de arte em 3 dias, se você realmente for prestar atenção no que está vendo, já te levam à beira da overdose cultural. Portanto, pouco adianta ter o cartão pra ver quinze museus em 3 dias, você simplesmente não agüenta. Transporte público em Florença só para ir à Piazzale Michelangelo, que fica mais longe do centro e em cima do morro. No mais, vá a pé. As ruas são muito estreitas para que a coisa flua bem, e em 20 minutos de caminhada você cruza a cidade de ponta a ponta. E o tal de fura-fila, bom, nos deixou sozinhos com o David do Miguel, mas foi a única vantagem. Na Galeria Uffizi, apesar de entrarmos com a galeria abrindo, tivemos uns dez minutos de sossego antes de entrarem as hordas. Em Roma, o cartão não estava sendo vendido, mas descobrimos que talvez não fosse tanta vantagem assim. No Coliseu, por exemplo, entramos uns dez minutos depois da turma do fura-fila, que já estava lá quando chegamos. Chegamos quando o Coliseu abriu, e dez minutos depois já estávamos lá dentro. No Vaticano, compramos o ingresso com fura-fila, e ficamos reparando nas pessoas: alguns notáveis que pegaram a fila normalmente estavam lado-a-lado com a gente lá dentro. Talvez seja legal em alta temporada, mas, nessa época, acho que é gastar dinheiro à tôa. Ah, e em Roma, o uso ilimitado do transporte público pode ser interessante, mas voltamos do Vaticano (a atração mais distante do nosso hotel) a pé, numa boa, parando e vendo outras coisas. é só planejar.
Comida: entenda bem os preços do lugar onde você vai comer. Em alguns lugares nos cobraram 1 euro de sobretaxa por ítem, para sermos servidos na mesa: você senta, pede um sanduba de 4 euros, uma bebida de 4 euros, um doce de 2 euros e um espresso de 1 euro e paga 4 euros de sobretaxa; nessa conta hipotética de 11 euros, 4 euros de "serviço"; quase 40% não é razoável. Ah, e em muitos lugares o preço não está escrito em lugar nenhum. Aí, aproveitam.
Adicionais às atrações: em todos os lugares que você visita há visitas guiadas, audioguides (aparelhinhos com headphone que comentam o que você está vendo) e outras trifuzias. Nos museus, reparamos na quase total falta de informações: é raro ver uma obra com uma plaquinha em baixo dizendo o que é. Às vezes, a plaquinha está na entrada da sala descrevendo todas as obras. às vezes, nem isto. nos museus de arte, ir acompanhado da Alê praticamente resolve o problema. Mas em lugares como o Palatino, em Roma, a visita é muito confusa sem um mapa. Tudo para forçar o aluguel do aparelhinho, que não aluguei porque não tenho saco pra ficar carregando o que quer que seja, ou a contratação da visita com guia, que é uma merda porque você tem que ir correndo atras do guia, que parece estar sempre com pressa e que fala como narrador de turfe. No Coliseu, vimos uma placa dizendo que era possível visitar o subsolo somente contratando uma visita guiada. Fomos lá no guichê e pedimos a visita guiada, pagamos, recebemos uma identificação, e lá vamos nós! Depois de termos rodado todo o Coliseu de novo, acabou a visita. E, perguntamos à guia, como fica a visita ao subsolo? Ah, responde a moça, essa visita guiada que vocês contrataram é a comum, sem o subsolo. E eu sou obrigado a saber que existe mais de um tipo de visita? bastava a mocinha do caixa ter me perguntado qual o tipo de visita que eu queria, muito simples. Mas não, se você não for extremamamente expecífico, vão te vender outra coisa. A questão não é só a de dinheiro jogado fora, mas de tempo perdido também.
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Chegamos à conclusão que a catedral é muito mais legal por fora que por dentro. o quebra cabeças que deve ter sido aquele revestimento de mármore de um monte de cores… as portas imensas, de bronze, com baixos relevos que não se repetem (imagino aquelas portas, pesando toneladas… deve ter dado um trabalhão).
A maior parte de Milão se parece muito com São Paulo. Em alguns momentos me senti caminhando pela Consolação, Jardins ou Pinheiros. O metrô então, é quase idêntico ao de Sampa, exceto por uns trens MUITO velhos, e pela sujeira. Quando se chega às partes mais antigas da cidade é que a coisa muda.
Agora na estação de trem caiu a ficha de uma coisa: a publicidade nas ruas é toda liga à moda e aos cosméticos. não se vê nenhuma propaganda de outra coisa. A cidade vive disso. As pessoas na rua, em geral, se vestem muito bem, um ou outro mais ousados, usando coisas que parecem saídas de um filme de FC do Almodóvar. É muito estranho ver as lojinhas da estação ocupadas por Armanis e DGs e essas grifes, no lugar de 1,99. Agora, a caminho de Florença.