27
set
11

Terra dos Césares II: a Firenze

No trem, fiquei imaginando como é que um bando de imbecis pode achar que ter uma malha de trens de alta velocidade não vai ser bom para o Brasil. Bando de imbecis… bom, era sobre Florença!

Quando o trem vem chegando, a primeira coisa que você pensa é: ou essa catedral é muito maior do que eu pensava, ou a cidade é muito menor do que eu pensava. É a primeira coisa que se vê da cidade. Quem sabe os cineastas devesse parar de filmar em Paris e começar a filmar em Florença. Dava pra fazer todas a janelas da cidade mostrarem a catedral realisticamente, sem exagerar.

A estação já assusta. A quantidade de gente é inacreditável. Uma muralha de gente. o GPS não funcionou, vamos pegar um mapa no posto de info turistica. inacreditável. posto muito pequeno, cheio de muita gente (pleonasticamente falando).

Mapa na mão, pés à obra. Tirando o fato de que o número do prédio, 43, fica depois do 60, e em frente ao 60, foi até fácil. Difícil foi subir os 85 degraus até o nosso quarto carregando uma tonelada de bagagem. Mas, ainda não inventaram o tal de elevador por aqui.

Depois de umas horas de papo com o dono do hotel (horas mesmo, o cara é muito gente boa), pés à obra de novo. uma passadinha no centro turístico de novo pra comprar o tal passe pra ver os museus, e cidade a dentro.

Bom, ruas muito estreitas e muita, mas muita gente por todo lado. entramos em umas ruas com umas barraquinhas de bugingangas, que atrapalham muita coisa: quando você passa de novo, e as barraquinhas não estão lá, é outra cidade.

Ai, em San Lorenzo, que eu já conhecia com alguns detalhes depois do Assassin’s Creed 2. Extremamente mórbido esse negocio de colocar o cadáver do santo nun esquife de vidro pra galera curtir ele apodrecendo. Além do mais, duvido que o esqueletinho (minúsculo) seja do Lorenzo mesmo.

Mais um pouco e chegamos a Santa Maria del Fiore, a gótica festiva. Ali começamos a perceber que a cidade está cheia, mas nem tanto. Certamente na alta temporada deve ser bem pior. Pegamos uma fila pra subir na cúpula e foi rapidinho. A fila, não a subida. Diz o oráculo do Google que são 463 degraus. Não contei. Estava muito ocupado não morrendo. A escada fica cada vez mais estreita e cada vez mais íngreme.

Na base da cúpula, do lado de dentro, dá pra ver de perto o afresco do Juízo final. Demônios de todos os tipos torturando, dilacerando, eviscerando… cara, esses caras eram cruéis. Na parte mais alta, a nata do time do céu, numas pinturas que dão uma ilusão de 3-D inacreditável. Essa manezada que anda fazendo filme em 3-d precisa ir lá pra ver como é que se faz…

O fim da escada é de não acreditar e de querer voltar. Mas ninguém volta, e a coisa lá de cima é de encher os olhos. mais uma vez, já tinha estado lá no Assassin’s Creed. Videogame, definitivamente, é cultura!

Chegamos à conclusão que a catedral é muito mais legal por fora que por dentro. o quebra cabeças que deve ter sido aquele revestimento de mármore de um monte de cores… as portas imensas, de bronze, com baixos relevos que não se repetem (imagino aquelas portas, pesando toneladas… deve ter dado um trabalhão).

Aqui à noite tem uns restaurantes com um buffett por um preço bacana. Foi uma jeito legal de comer algo mais leve (nada de carne de cavalo hoje) e sem ofender os italianos. Estamos literalmente acabados. Amanhã o dia começa bem cedo.

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