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out
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Terra dos Cesares VI – Erradas

Auto Europe: preços muito melhores que as outras locadoras de automóveis, mas, definitivamente, não vale a pena. O Mégane que me trouxeram estava imundo, tinha uma raspada que toamva quase toda a lateral direita, meio amassado até. Quando reclamei, o cidadão disse que apenas prestavam serviço pra auto-europe, que eu precisava voltar lá e reclamar. Como eu já tinha ficado esperando o atendimento por duas horas, e estava prestes a perder meu hotel por no-show, me mandei de Florença.

Quanto a alugar o carro em Florença: peguei o carro e fui buscar a Alê no hotel. Uma hora tentando achar o caminho, com GPS e tudo. As ruas mudam de mão dependendo do gosto de sabe-se lá quem, dependendo do horário, dependendo do clima, do cio das borboletas… o GPS manda virar à direita, aí tem uma placa dizendo que só veículos autorizados podem passar por ali, aí as 20 próximas ruas são contra-mão, aí, acabou a cidade. Simples assim. Acabei entrando na tal rua para veículos autorizados, e se me multaram, fota-ze. Na Volta, Uma hora de carro de Stigliano até Florença e uma hora e meia rodando pra lá e pra cá em Florença, a 200m do local de devolver o carro, sem conseguir decifrar o enigma das ruas da cidade. Ainda, velocidade média de 3 km/h. Certamente me multaram numa rua em que era impossível saber pela sinalização onde eu podia ou não podia entrar. Segui um carro e me dei mal. Indescritível.

Os cartões turísticos. Nos indicaram comprar esses cartões que dão direito a transporte público ilimitado por 72h, ingresso em várias atrações sem fila… bom, descobrimos que 3 museus de arte em 3 dias, se você realmente for prestar atenção no que está vendo, já te levam à beira da overdose cultural. Portanto, pouco adianta ter o cartão pra ver quinze museus em 3 dias, você simplesmente não agüenta. Transporte público em Florença só para ir à Piazzale Michelangelo, que fica mais longe do centro e em cima do morro. No mais, vá a pé. As ruas são muito estreitas para que a coisa flua bem, e em 20 minutos de caminhada você cruza a cidade de ponta a ponta. E o tal de fura-fila, bom, nos deixou sozinhos com o David do Miguel, mas foi a única vantagem. Na Galeria Uffizi, apesar de entrarmos com a galeria abrindo, tivemos uns dez minutos de sossego antes de entrarem as hordas. Em Roma, o cartão não estava sendo vendido, mas descobrimos que talvez não fosse tanta vantagem assim. No Coliseu, por exemplo, entramos uns dez minutos depois da turma do fura-fila, que já estava lá quando chegamos. Chegamos quando o Coliseu abriu, e dez minutos depois já estávamos lá dentro.  No Vaticano, compramos o ingresso com fura-fila, e ficamos reparando nas pessoas: alguns notáveis que pegaram a fila normalmente estavam lado-a-lado com a gente lá dentro. Talvez seja legal em alta temporada, mas, nessa época, acho que é gastar dinheiro à tôa. Ah, e em Roma, o uso ilimitado do transporte público pode ser interessante, mas voltamos do Vaticano (a atração mais distante do nosso hotel) a pé, numa boa, parando e vendo outras coisas. é só planejar.

Comida: entenda bem os preços do lugar onde você vai comer. Em alguns lugares nos cobraram 1 euro de sobretaxa por ítem, para sermos servidos na mesa: você senta, pede um sanduba de 4 euros, uma bebida de 4 euros, um doce de 2 euros e um espresso de 1 euro e paga 4 euros de sobretaxa; nessa conta hipotética de 11 euros, 4 euros de "serviço"; quase 40% não é razoável. Ah, e em muitos lugares o preço não está escrito em lugar nenhum. Aí, aproveitam.

Adicionais às atrações: em todos os lugares que você visita há visitas guiadas, audioguides (aparelhinhos com headphone que comentam o que você está vendo) e outras trifuzias. Nos museus, reparamos na quase total falta de informações: é raro ver uma obra com uma plaquinha em baixo dizendo o que é. Às vezes, a plaquinha está na entrada da sala descrevendo todas as obras. às vezes, nem isto. nos museus de arte, ir acompanhado da Alê praticamente resolve o problema. Mas em lugares como o Palatino, em Roma, a visita é muito confusa sem um mapa. Tudo para forçar o aluguel do aparelhinho, que não aluguei porque não tenho saco pra ficar carregando o que quer que seja, ou a contratação da visita com guia, que é uma merda porque você tem que ir correndo atras do guia, que parece estar sempre com pressa e que fala como narrador de turfe. No Coliseu, vimos uma placa dizendo que era possível visitar o subsolo somente contratando uma visita guiada. Fomos lá no guichê e pedimos a visita guiada, pagamos, recebemos uma identificação, e lá vamos nós! Depois de termos rodado todo o Coliseu de novo, acabou a visita. E, perguntamos à guia, como fica a visita ao subsolo? Ah, responde a moça, essa visita guiada que vocês contrataram é a comum, sem o subsolo. E eu sou obrigado a saber que existe mais de um tipo de visita? bastava a mocinha do caixa ter me perguntado qual o tipo de visita que eu queria, muito simples. Mas não, se você não for extremamamente expecífico, vão te vender outra coisa. A questão não é só a de dinheiro jogado fora, mas de tempo perdido também.

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